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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Eça, uma vez mais...

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesmarazão.»
Eça de Queiroz

quinta-feira, 6 de março de 2008

Novamente Eça de Queirós, desta vez n'"As Farpas"

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»


Ai Eça, ai Eça! Desta vez, se o Sócrates ler este blogue, não escapas à censura e nem sequer nas bibliotecas das escolas haverá lugar para ti.

sábado, 1 de março de 2008

Quem é que vos faz lembrar?

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht (1898-1956)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Poema de Bocage

Há quase duzentos anos, já o poeta Bocage adivinhava o que se iria passar em Portugal no segundo lustro do terceiro milénio. Ora vejam:

Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta;

Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é MINISTRA.

O Eça tinha razão


Desta vez é que o Eça irá ser eliminado dos programas do Ensino Secundário.